As canetas emagrecedoras no SUS poderão ser oferecidas gratuitamente a pacientes com obesidade, segundo o ministro da Saúde. No entanto, a medida dependerá de estudos e de um protocolo clínico que oriente o uso responsável dos medicamentos.
Nesta quinta-feira (17), foram apresentados os primeiros resultados do trabalho do Ministério da Saúde. Além disso, o ministro da Saúde explicou que a pasta avalia a possível incorporação desses medicamentos ao Sistema Único de Saúde.
Ministério avalia uso das canetas emagrecedoras
Atualmente, segundo o ministro, o Brasil conta com 14 medicamentos registrados para o tratamento da obesidade. Além disso, a ampliação da produção nacional contribuiu para reduzir os preços nas farmácias.
Produtos que custavam entre R$ 1,7 mil e R$ 2 mil passaram a ser encontrados por valores entre R$ 300 e R$ 400. Dessa forma, mais pessoas podem ter acesso aos medicamentos.
Ainda assim, o objetivo do governo é ampliar esse acesso por meio do SUS. Para isso, o Ministério pretende definir critérios clínicos e garantir acompanhamento médico aos pacientes.
O ministro também ressaltou que a oferta não tratará o medicamento como uma solução estética. Pelo contrário, a proposta é direcionar o tratamento a pessoas que precisam dele por razões de saúde.
Estudo acompanha pacientes que aguardavam cirurgia bariátrica
O Ministério da Saúde conduz um estudo com pacientes atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS). A pesquisa, chamada Real-Bari, avalia o uso da semaglutida em pessoas com obesidade grave ou associada a outras doenças.
Entre os participantes, estão pacientes que aguardavam cirurgia bariátrica. Nesse grupo, os pesquisadores pretendem verificar se a medicação consegue controlar a obesidade e, consequentemente, reduzir a necessidade de cirurgia.
Além disso, o estudo avaliará possíveis efeitos em pacientes com problemas cardíacos e em mulheres que tiveram câncer de mama. Nesse último caso, a equipe investigará se o tratamento pode reduzir o risco de reincidência da doença.
Primeiro paciente já apresentou mudanças
De acordo com o ministro da Saúde, o primeiro paciente que recebeu semaglutida pelo SUS estava na fila da cirurgia bariátrica. Segundo o ministro, ele perdeu seis quilos e reduziu a circunferência corporal.
Ele também relatou mudanças nos hábitos do participante. Por exemplo, o paciente passou a sair mais de casa e a praticar atividade física.
Para conduzir a pesquisa, o Ministério da Saúde elaborou um protocolo em parceria com a equipe técnica do GHC. Assim, o estudo busca garantir maior segurança aos participantes e orientar o acompanhamento contínuo por médicos especialistas.
Ao todo, a equipe acompanhará 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras doenças.
Oferta dependerá de diretrizes clínicas
O Ministério da Saúde iniciou a estratégia após a publicação de um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). O documento recomendou que os países avaliassem o acesso a medicamentos dessa classe, considerando seus possíveis benefícios para outras condições de saúde.
A partir disso, o Ministério e a Anvisa consultaram empresas nacionais e internacionais sobre a produção de semaglutida no Brasil. A iniciativa considerou o vencimento da patente do medicamento em 2026.
Portanto, a futura oferta de canetas emagrecedoras no SUS dependerá dos resultados dos estudos e da definição de critérios para prescrição e acompanhamento. A intenção é disponibilizar o tratamento em todo o país, de forma responsável.
Fonte: gov.br



