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Projeto amplia licença-paternidade de forma gradual e segue para sanção presidencial

projeto licença-paternidade segue para sanção presidencial
Publicado por Mello e Furtado Advocacia

Escritório de advocacia especialista em INSS e Previdência Social

Sumário

    O Congresso aprovou um projeto que amplia gradualmente a licença-paternidade para trabalhadores segurados da Previdência Social e agora o texto segue para sanção presidencial.

    Além disso, a proposta estabelece novas regras para o afastamento dos pais após o nascimento ou adoção de filhos. O projeto também garante remuneração integral durante o período.

    Atualmente, a legislação prevê apenas cinco dias de licença-paternidade. No entanto, a proposta regulamenta um direito social previsto na Constituição de 1988.

    Além disso, o texto inclui regras específicas para adoção e para famílias em situação de vulnerabilidade. Dessa forma, a medida busca ampliar a participação dos pais nos primeiros dias de vida da criança.

    O projeto avançou em regime de urgência e recebeu aprovação em votação simbólica. Em seguida, o texto foi encaminhado para análise final da Presidência da República.

    Como ficará a licença-paternidade

    O projeto define um aumento gradual no período de afastamento. Assim, a ampliação ocorrerá em três etapas nos próximos anos.

    A duração total da licença-paternidade e do salário-paternidade seguirá o seguinte calendário:

    • 10 dias a partir de 1º de janeiro de 2027
    • 15 dias a partir de 1º de janeiro de 2028
    • 20 dias a partir de 1º de janeiro de 2029

    Dessa forma, o tempo de afastamento crescerá progressivamente. Além disso, o objetivo é ampliar a presença do pai no início da vida da criança.

    Quem terá direito ao benefício

    A licença-paternidade será concedida ao empregado após o nascimento do filho. No entanto, o direito também valerá em casos de adoção ou guarda judicial para adoção.

    Além disso, o trabalhador terá garantia de emprego durante o período. Assim, o afastamento não poderá gerar prejuízo ao salário ou ao vínculo de trabalho.

    Por outro lado, o benefício poderá sofrer suspensão ou cancelamento em situações específicas. Isso ocorre, por exemplo, quando houver indícios de violência doméstica ou abandono material.

    Como funcionará o salário-paternidade

    O projeto também regulamenta o salário-paternidade. Nesse caso, o valor corresponderá à remuneração integral do trabalhador.

    Além disso, o pagamento ocorrerá de forma proporcional ao período da licença. Portanto, o trabalhador continuará recebendo normalmente durante o afastamento.

    Inicialmente, a empresa fará o pagamento ao empregado. Em seguida, poderá solicitar reembolso dentro dos limites previstos pelo Regime Geral de Previdência Social.

    Além disso, microempresas e pequenas empresas também poderão solicitar reembolso. Dessa forma, o projeto busca reduzir impactos financeiros para empregadores menores.

    Objetivo da mudança na legislação

    A proposta busca ampliar a participação dos pais nos primeiros dias de vida da criança. Além disso, a medida reforça a importância do acompanhamento familiar nesse período.

    Segundo defensores da proposta, a presença do pai contribui para o desenvolvimento da criança. Além disso, fortalece o vínculo familiar logo após o nascimento ou adoção.

    Por fim, a ampliação da licença-paternidade representa uma atualização da legislação. Dessa forma, o país passa a avançar gradualmente na garantia desse direito social.

    Fonte: 12.senado.leg.br

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