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Governo estuda levar PEC dos agentes de saúde ao STF após aprovação no Senado

Governo estuda levar PEC dos agentes de saúde ao STF após aprovação no Senado
Publicado por Mello e Furtado Advocacia

Escritório de advocacia especialista em INSS e Previdência Social

Sumário

    Governo estuda levar PEC dos agentes de saúde ao STF após aprovação no Senado. A possibilidade foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, depois que o Senado aprovou a proposta que cria uma aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. Segundo o governo, a equipe econômica avaliará se a PEC respeita a exigência constitucional de indicar a fonte de custeio para o novo benefício previdenciário.

    Governo estuda levar PEC dos agentes de saúde ao STF após aprovação no Senado por impacto fiscal

    Segundo Dario Durigan, a Constituição exige que toda proposta que cria um novo benefício previdenciário apresente a respectiva fonte de financiamento.

    Por isso, o governo analisará o texto aprovado pelo Congresso. Caso identifique descumprimento dessa exigência, poderá apresentar uma ação ao Supremo Tribunal Federal.

    Além disso, o ministro afirmou que o governo busca preservar o equilíbrio das contas públicas e evitar novas despesas sem previsão de receita.

    O que disse o ministro da Fazenda?

    Durante conversa com jornalistas, Dario Durigan afirmou que o governo acompanha projetos com elevado impacto fiscal.

    Além disso, ele defendeu que toda medida que aumenta despesas permanentes deve indicar como será financiada.

    Segundo o ministro, a equipe econômica mantém diálogo com o Congresso Nacional. No entanto, caso a PEC não cumpra os requisitos constitucionais, o governo poderá recorrer ao STF.

    O que prevê a PEC dos agentes de saúde?

    A proposta cria regras diferenciadas de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.

    Entre os principais pontos estão:

    • aposentadoria aos 57 anos para mulheres;
    • aposentadoria aos 60 anos para homens;
    • exigência de 25 anos de contribuição e de efetivo exercício na atividade;
    • regras de transição para quem já atua na profissão;
    • benefício extraordinário pago pela União para complementar aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social (RGPS);
    • ampliação das regras para agentes indígenas de saúde e agentes indígenas de saneamento.

    Além disso, o texto também trata da contratação dos profissionais e do financiamento das novas despesas.

    Governo estuda levar PEC dos agentes de saúde ao STF após aprovação no Senado e cita impacto de R$ 28 bilhões

    Segundo estimativas do governo, a proposta poderá gerar impacto de aproximadamente R$ 28 bilhões nos cofres públicos.

    Por esse motivo, integrantes da equipe econômica defendem uma análise cuidadosa da PEC.

    Além disso, o governo argumenta que benefícios previdenciários precisam observar as regras de responsabilidade fiscal previstas na Constituição.

    Assim, a discussão envolve não apenas a aposentadoria diferenciada, mas também a forma de financiar o novo benefício.

    Ministro do STF também comentou a proposta

    Além disso, o ministro Gilmar Mendes comentou a discussão sobre a PEC.

    Segundo ele, o Congresso Nacional não pode criar despesas para estados e municípios sem indicar a correspondente fonte de custeio.

    Dessa forma, novas obrigações financeiras sem compensação podem comprometer a autonomia dos entes federativos e afetar o equilíbrio fiscal.

    Governo estuda levar PEC dos agentes de saúde ao STF após aprovação no Senado: o que acontece agora?

    O Senado aprovou a PEC e agora o Congresso Nacional fará a promulgação da emenda constitucional.

    No entanto, caso o governo apresente uma ação, o STF analisará a constitucionalidade da proposta.

    Portanto, embora a aprovação represente um avanço importante para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, a discussão jurídica ainda poderá continuar nos próximos meses.agentes de combate às endemias, a discussão jurídica ainda poderá continuar nos próximos meses.

    Fonte: cnnbrasil

    Foto de Mello & Furtado Advocacia

    Mello & Furtado Advocacia

    Advogados especialistas em direito previdenciário.

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