Os pedidos de benefícios negados pelo INSS em 2026 chegaram a 4.319.336 entre janeiro e junho, segundo dados da Previdência.
O número representa aumento de 69,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando o instituto registrou aproximadamente 2,54 milhões de negativas.
Além disso, o INSS registrou 938.180 indeferimentos somente em junho. Esse foi o maior resultado mensal do primeiro semestre.
Os dados constam no Boletim Estatístico da Previdência Social de junho de 2026.
Negativas superam número de benefícios concedidos
Entre janeiro e junho, o INSS concedeu 4.239.522 benefícios. Portanto, o número de negativas superou as concessões em quase 80 mil.
Enquanto os indeferimentos cresceram 69,8%, as concessões avançaram 13,41% no mesmo período.
Além disso, junho apresentou uma diferença ainda maior. Naquele mês, o instituto negou 938.180 pedidos e concedeu 792.531 benefícios.
Número de negativas cresceu ao longo do semestre
As negativas aumentaram progressivamente durante os primeiros seis meses do ano. Em janeiro, o INSS registrou 378.792 indeferimentos. Já em maio, o número chegou a 898.162. Depois disso, junho registrou 938.180 pedidos negados.
Entre todas as negativas do semestre, 2.762.767 envolviam benefícios por incapacidade. Esse grupo inclui o auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio doença) e a aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez).
Os demais 1.556.569 indeferimentos envolveram outras modalidades de benefícios.
Assim, os benefícios por incapacidade representaram aproximadamente 64% de todas as negativas registradas no período.
O que significa ter um benefício indeferido?
O Ministério da Previdência considera indeferido o benefício cujo pedido passou por análise, mas não atendeu aos requisitos legais.
O boletim apresenta apenas a quantidade de decisões, portanto os dados não apontam uma causa específica para o aumento das negativas.
Por isso, os números não permitem concluir que todas as rejeições ocorreram pelo mesmo motivo.
Também não é possível afirmar, apenas com esses dados, que o aumento das negativas ocorreu para reduzir a fila do INSS.
Entre os motivos que podem levar à negativa estão a falta de documentos e a ausência de comprovação do tempo de contribuição. Além disso, a perda da qualidade de segurado pode impedir a concessão do benefício.
Inconsistências no Cadastro Nacional de Informações Sociais, o CNIS, também podem influenciar a análise. No caso dos benefícios por incapacidade, a perícia pode não reconhecer a incapacidade para o trabalho.
O que fazer quando o INSS nega um benefício?
Primeiramente, o segurado deve consultar o motivo da decisão no aplicativo ou site Meu INSS.
Também é possível baixar a cópia integral do processo. Assim, o segurado consegue verificar os documentos analisados e os motivos da negativa.
Caso discorde da decisão, o segurado pode apresentar um Recurso Ordinário ao Conselho de Recursos da Previdência Social.
O prazo para recorrer é de 30 dias após o conhecimento do resultado. Além disso, o segurado pode apresentar o recurso pela internet, por meio do Meu INSS.
É possível recorrer de um benefício negado?
Sim. O segurado pode apresentar o Recurso Ordinário pelo Meu INSS dentro do prazo de 30 dias.
Para isso, é importante explicar os motivos da contestação e anexar os documentos necessários.
Dependendo da razão da negativa, o segurado também pode precisar corrigir informações ou reunir novos documentos.
Em algumas situações, pode ser necessário apresentar outro requerimento ou avaliar a possibilidade de recorrer à Justiça. Portanto, a melhor alternativa depende das circunstâncias de cada pedido.
Os pedidos de benefícios negados pelo INSS em 2026 mostram um crescimento expressivo das decisões negativas no primeiro semestre.
Ainda assim, os dados do boletim não indicam, isoladamente, os motivos responsáveis por esse aumento.
Fonte: previdenciarista.com



