Gasto com Previdência pode subir R$ 11.5 bilhões e ampliar bloqueio no Orçamento de 2026, segundo projeções internas do governo federal. Além disso, o aumento deve impactar diretamente as contas públicas e a execução do Orçamento de 2026.
Segundo técnicos da área econômica, a revisão das despesas previdenciárias ainda está em análise. Enquanto isso, o governo avalia os efeitos da redução da fila do INSS e do aumento das concessões de benefícios.
Redução da fila do INSS aumentou gastos da Previdência
O governo federal intensificou as ações para reduzir a fila do INSS desde o início de 2026. Dessa maneira, mais benefícios começaram a ser concedidos nos últimos meses.
Além disso, a fila do instituto caiu de cerca de 3,1 milhões para 2,6 milhões de requerimentos em espera.
Entre as medidas adotadas estão:
- reforço nas análises;
- aceleração das concessões;
- reorganização interna do INSS;
- troca no comando do instituto.
Na prática, o aumento no número de benefícios aprovados elevou também as despesas da Previdência Social.
Despesas da Previdência cresceram após avanço nas concessões do INSS
Segundo os dados preliminares do governo, a despesa mensal com benefícios previdenciários chegou a R$ 81,8 bilhões em março.
Em seguida, o valor avançou para R$ 82,6 bilhões em abril. Portanto, o crescimento ocorreu logo após o início das ações para reduzir a fila do INSS.
Além disso, técnicos do governo projetam novos aumentos mensais ao longo do ano.
O documento interno aponta que o gasto total com benefícios deve passar:
- de R$ 1,066 trilhão;
- para R$ 1,077 trilhão em 2026.
Salário-maternidade também elevou os gastos da Previdência
Além da fila do INSS, o governo também observa crescimento nas despesas com salário-maternidade.
Segundo técnicos da equipe econômica, novas regras após decisão do STF aumentaram significativamente a quantidade de concessões.
Os números mostram que:
- em janeiro de 2025 ocorreram 48,9 mil concessões;
- em dezembro do mesmo ano o número chegou a 94,7 mil benefícios.
Enquanto isso, os pedidos também cresceram ao longo do período.
Por isso, o governo calcula impacto adicional de cerca de R$ 5 bilhões nas despesas previdenciárias.
Governo deve ampliar bloqueio no Orçamento após alta da Previdência
Diante do aumento das despesas obrigatórias, o governo precisará ampliar o bloqueio no Orçamento para cumprir as regras do arcabouço fiscal.
Na prática, o crescimento dos gastos previdenciários exige redução em outras despesas da União.
Além disso, o congelamento pode atingir:
- investimentos;
- custeio da máquina pública;
- verbas dos ministérios;
- emendas parlamentares.
Enquanto isso, a equipe econômica mantém um mecanismo chamado “faseamento” para segurar parte dos gastos e criar margem de segurança no Orçamento.
Segundo informações preliminares, esse colchão de contenção já alcança aproximadamente R$ 40 bilhões.
Governo tenta equilibrar fila do INSS e gastos da Previdência
O governo federal tenta equilibrar dois objetivos ao mesmo tempo:
- acelerar a análise de benefícios do INSS;
- controlar o crescimento das despesas públicas.
Por um lado, a redução da fila atende uma promessa antiga ligada à Previdência Social. Por outro, o aumento nas concessões pressiona diretamente o Orçamento da União.
Além disso, o tema ganhou importância política após o crescimento histórico da fila do INSS nos últimos anos.
Fonte: bemparana.com.br



