Tema 384 da TNU indica tese sobre complementação do MEI no INSS e pode impactar diretamente os efeitos financeiros de aposentadorias e outros benefícios previdenciários.
Além disso, o julgamento busca definir se a regularização das contribuições recolhidas com alíquota reduzida garante pagamento desde a Data de Entrada do Requerimento (DER) ou apenas após a complementação.
A discussão envolve contribuintes individuais, segurados facultativos e Microempreendedores Individuais (MEIs).
Tema 384 analisa efeitos financeiros da complementação do MEI no INSS
A Turma Nacional de Uniformização analisa situações envolvendo contribuições recolhidas com alíquotas reduzidas de 5% e 11%.
Segundo a proposta debatida no julgamento, o momento da complementação das contribuições previdenciárias influencia diretamente o início dos efeitos financeiros do benefício.
Além disso, o Tema 384 pode impactar aposentadorias e outros benefícios de:
- contribuintes individuais;
- segurados facultativos;
- Microempreendedores Individuais (MEIs).
Relator propõe critérios diferentes para cada situação administrativa
O relator do Tema 384 apresentou proposta de tese com diferenciação entre situações administrativas específicas.
Segundo o entendimento apresentado, o segurado poderá garantir efeitos financeiros desde a DER quando informar a complementação ao INSS durante o processo administrativo, inclusive em fase recursal.
Além disso, a proposta também considera casos em que o próprio INSS não oferece oportunidade efetiva para regularização das contribuições.
Por outro lado, a tese prevê cenário diferente quando o segurado recebe intimação para complementar as contribuições, mas não cumpre a exigência durante o processo administrativo.
Nessas situações, caso o pagamento ocorra apenas após o encerramento do procedimento, os efeitos financeiros começam somente a partir de um novo requerimento administrativo.
Julgamento do Tema 384 continua em andamento
O julgamento do Tema 384 continua em análise na TNU.
Além disso, o juiz federal Ivanir Cesar Ireno Junior pediu vista do processo, o que adiou a definição final da tese.
Assim, o entendimento ainda não possui aplicação imediata, mas poderá influenciar futuras análises administrativas e judiciais relacionadas à complementação do MEI no INSS e aos efeitos financeiros dos benefícios previdenciários.



