Idosos enfrentam mais erros na biometria facial e podem ter dificuldades para acessar serviços do INSS. Estudos sobre reconhecimento facial mostram que as falhas aumentam significativamente entre pessoas com 70 anos ou mais. Como consequência, alguns segurados encontram obstáculos para utilizar o Meu INSS, realizar a prova de vida e acessar outros serviços digitais.
Além disso, especialistas alertam que esses problemas podem aumentar a vulnerabilidade a golpes, fraudes e dificuldades na confirmação da identidade.
Por que idosos enfrentam mais erros na biometria facial e podem ter dificuldades para acessar serviços do INSS?
Pesquisas apontam que o envelhecimento provoca mudanças naturais no rosto, o que dificulta a identificação pelos sistemas biométricos.
Além disso, algumas doenças que afetam a musculatura facial também podem interferir no reconhecimento da identidade.
Por esse motivo, idosos enfrentam mais erros na biometria facial e podem ter dificuldades para acessar serviços do INSS, principalmente quando dependem exclusivamente da validação digital.
Como idosos podem ter dificuldades para acessar serviços do INSS?
O Meu INSS utiliza a biometria facial em diversos procedimentos relacionados à identificação do segurado.
Quando a validação não ocorre corretamente, algumas pessoas podem enfrentar dificuldades para acessar serviços, realizar a prova de vida ou concluir solicitações pela internet.
Nessas situações, o INSS prevê alternativas, como atendimento presencial, nomeação de procurador ou visita domiciliar, conforme cada caso.
Quais fatores fazem com que idosos enfrentem mais erros na biometria facial e possam ter dificuldades para acessar serviços do INSS?
Especialistas explicam que vários fatores podem influenciar o desempenho da biometria facial.
Entre eles estão:
- mudanças naturais provocadas pelo envelhecimento;
- doenças que alteram a expressão facial;
- baixa qualidade da câmera do celular;
- iluminação inadequada;
- pouca familiaridade com aplicativos.
Além disso, muitos idosos utilizam aparelhos antigos, o que pode reduzir ainda mais a qualidade da imagem enviada ao sistema.
Idosos podem ter dificuldades para acessar serviços do INSS e ficar mais expostos a golpes
As dificuldades para validar a biometria fazem com que muitos idosos procurem ajuda de terceiros para acessar serviços digitais.
Entretanto, o compartilhamento de senhas e informações pessoais pode aumentar o risco de fraudes, golpes bancários e descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Por isso, especialistas orientam que os segurados utilizem apenas canais oficiais e evitem fornecer dados pessoais para pessoas desconhecidas.
O que pode reduzir os erros na biometria facial dos idosos?
Especialistas defendem melhorias constantes nos sistemas de reconhecimento facial.
Entre as medidas sugeridas estão:
- atualização frequente das bases de imagens;
- utilização de tecnologias mais modernas;
- orientações mais claras durante a captura da foto;
- identificação automática de problemas como imagem desfocada ou iluminação inadequada.
Além disso, os pesquisadores afirmam que os sistemas precisam considerar melhor as características da população idosa para reduzir as falhas de validação.
O que fazer quando a biometria facial não funciona?
Caso a biometria facial apresente falhas, o segurado deve verificar quais alternativas estão disponíveis no serviço utilizado.
No caso do INSS, dependendo da situação, pode ser possível realizar atendimento presencial, utilizar um procurador ou adotar outros procedimentos previstos pela Previdência Social.
O mais importante é não compartilhar senhas ou documentos com terceiros sem necessidade e buscar orientação diretamente pelos canais oficiais.
Fonte: jornaldebrasilia



