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Senado aprova projeto que dificulta gratuidade da Justiça

Senado aprova projeto que dificulta gratuidade da Justiça
Publicado por Mello e Furtado Advocacia

Escritório de advocacia especialista em INSS e Previdência Social

Sumário

    Senado aprova projeto que dificulta gratuidade da Justiça. A proposta altera o Código de Processo Civil (CPC), cria critérios mais rígidos para conceder o benefício e exige que o cidadão comprove sua situação econômica. Além disso, o texto ainda precisa voltar à Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção presidencial. Portanto, as mudanças ainda não estão em vigor.

    O que significa que o Senado aprova projeto que dificulta gratuidade da Justiça?

    Atualmente, quem solicita a gratuidade da Justiça pode apresentar apenas uma declaração de insuficiência financeira. Em regra, a legislação presume essa declaração como verdadeira, salvo contestação.

    No entanto, o projeto aprovado muda essa lógica. Dessa forma, o interessado precisará comprovar que atende aos critérios previstos em lei para obter o benefício.

    Segundo os defensores da proposta, a medida reduz fraudes e direciona a gratuidade para quem realmente necessita.

    Quais critérios o projeto estabelece?

    Se a proposta entrar em vigor, o cidadão deverá demonstrar que se enquadra em pelo menos uma das seguintes situações:

    • renda líquida mensal de até dois salários mínimos, considerando a média dos últimos três meses;
    • inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico);
    • representação pela Defensoria Pública;
    • isenção da entrega da Declaração do Imposto de Renda.

    Assim, a simples declaração de insuficiência financeira deixará de ser suficiente na maioria dos casos.

    Senado aprova projeto que dificulta gratuidade da Justiça e mantém proteção para grupos vulneráveis

    Apesar das novas exigências, o projeto preserva a gratuidade automática para alguns grupos considerados em situação de maior vulnerabilidade.

    Entre eles estão:

    • mulheres vítimas de violência doméstica;
    • familiares de vítimas de crimes com resultado morte, em ações de reparação civil;
    • integrantes de comunidades indígenas;
    • integrantes de comunidades quilombolas;
    • pessoas assistidas pela Defensoria Pública.

    Nessas situações, o juiz deverá conceder o benefício quando a condição estiver devidamente comprovada.

    Por que o projeto foi apresentado?

    Os parlamentares favoráveis afirmam que a ausência de critérios objetivos facilita pedidos indevidos de gratuidade.

    Além disso, eles defendem que a exigência de documentação permitirá uma análise mais segura. Com isso, o benefício deverá alcançar quem realmente não possui condições de arcar com as despesas processuais.

    O projeto já está valendo?

    Não.

    Embora o Senado tenha aprovado o projeto, a proposta sofreu alterações durante a tramitação. Por isso, a Câmara dos Deputados ainda analisará o texto novamente.

    Somente após a aprovação nas duas Casas do Congresso e a sanção presidencial as novas regras poderão entrar em vigor.

    Enquanto isso, permanecem válidas as normas atuais do Código de Processo Civil.

    Como funciona a gratuidade da Justiça atualmente?

    Hoje, qualquer pessoa que não consiga pagar as despesas do processo sem comprometer o próprio sustento ou o da família pode solicitar a gratuidade da Justiça.

    Em regra, basta apresentar uma declaração de insuficiência financeira. Contudo, a parte contrária poderá contestar essa declaração, e o juiz também poderá solicitar documentos caso existam dúvidas sobre a condição econômica do interessado.

    Fonte: previdenciarista

    Foto de Mello & Furtado Advocacia

    Mello & Furtado Advocacia

    Advogados especialistas em direito previdenciário.

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