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Câmara aprova proposta que regulamenta aposentadoria compulsória de empregados públicos aos 75 anos

Câmara aprova proposta que regulamenta aposentadoria compulsória de empregados públicos aos 75 anos
Publicado por Mello e Furtado Advocacia

Escritório de advocacia especialista em INSS e Previdência Social

Sumário

    Câmara aprova proposta que regulamenta aposentadoria compulsória de empregados públicos aos 75 anos e define regras para aplicação da medida em contratos regidos pela CLT.

    Além disso, o texto autoriza, em situações específicas, a permanência de profissionais com notória especialização em atividades técnicas, científicas e de inovação.

    Agora, a proposta segue para análise do Senado Federal.

    Projeto detalha aplicação da aposentadoria compulsória

    A aposentadoria compulsória aos 75 anos já possui previsão na Constituição Federal e na Lei Complementar 152/15 para servidores públicos.

    No entanto, o projeto aprovado busca esclarecer como a regra funcionará para empregados públicos contratados pelo regime da CLT.

    Segundo o texto, o desligamento ocorrerá aos 75 anos desde que exista o tempo mínimo de contribuição exigido pela Previdência Social.

    Ainda assim, o encerramento do vínculo não elimina direitos trabalhistas já adquiridos pelo empregado.

    Dessa forma, a proposta pretende trazer maior segurança jurídica para aplicação da medida nas empresas públicas.

    Regra prevê exceção para profissionais especializados

    Além da aposentadoria compulsória, o projeto cria possibilidade de contratação direta para atividades ligadas à pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico.

    Nesses casos, empresas públicas poderão manter profissionais com reconhecida experiência técnica e científica.

    Segundo a relatora da proposta, a deputada Bia Kicis, o objetivo é evitar perda de conhecimento acumulado em setores estratégicos.

    Já o autor do projeto, Luiz Carlos Hauly, afirmou que a medida atende demandas de pesquisadores da Embrapa e de outras áreas ligadas à inovação.

    Assim, o texto busca permitir continuidade de projetos considerados relevantes para o desenvolvimento técnico e científico.

    Direitos trabalhistas continuam assegurados

    Mesmo com a aposentadoria compulsória, o trabalhador continuará com direito a verbas trabalhistas já incorporadas.

    Entre elas estão:

    • saldo de salário;
    • férias;
    • 13º salário;
    • salário-família;
    • FGTS;
    • valores previstos em acordos e convenções coletivas.

    Além disso, a proposta mantém garantias trabalhistas previstas atualmente na legislação.

    Agora, o texto ainda depende de aprovação do Senado para virar lei.

    Fonte: camara.leg.br

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