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Projeto prevê adicional de insalubridade de 40% para coveiros e catadores

projeto adicional de insalubridade para coveiros e catadores
Publicado por Mello e Furtado Advocacia

Escritório de advocacia especialista em INSS e Previdência Social

Sumário

    Um projeto que prevê adicional de insalubridade para coveiros e catadores está em análise na Câmara dos Deputados. A proposta também inclui sepultadores.

    O Projeto de Lei 3.028/26 estabelece adicional de insalubridade em grau máximo para essas categorias. Além disso, prevê pagamento automático de 40% sobre o salário.

    A proposta também dispensa a necessidade de laudo pericial individual. Dessa forma, os trabalhadores abrangidos poderiam receber o adicional sem avaliação específica.

    O texto contempla profissionais envolvidos na coleta, transporte, triagem, exumação e sepultamento de resíduos urbanos e cadáveres.

    Além disso, estados, municípios, Distrito Federal e empresas privadas teriam 90 dias para adequar as folhas de pagamento.

    Quem poderá receber o adicional de 40%

    O projeto contempla coveiros, sepultadores e catadores de lixo. Assim, essas categorias teriam direito ao adicional em grau máximo.

    Segundo a proposta, essas atividades envolvem exposição permanente a agentes biológicos de alto risco. Entre os riscos citados estão vírus, bactérias, fungos, materiais contaminados e corpos.

    Portanto, o texto busca reconhecer os riscos enfrentados diariamente por esses trabalhadores.

    Pagamento poderá ocorrer sem perícia individual

    A proposta prevê o pagamento automático do adicional. Portanto, o trabalhador não precisaria apresentar laudo pericial individual.

    Além disso, a medida busca reduzir a burocracia relacionada ao reconhecimento da insalubridade. O texto também pretende evitar disputas judiciais sobre o pagamento do adicional.

    Assim, a proposta estabelece uma regra geral para as categorias abrangidas pela medida.

    Como a proposta pode impactar o INSS?

    A proposta não estabelece diretamente uma mudança nas regras de aposentadoria do INSS.

    Entretanto, caso seja aprovada, o reconhecimento automático da insalubridade poderá ter reflexos previdenciários para os trabalhadores abrangidos.

    Isso ocorre porque o trabalho exercido sob condições prejudiciais pode ter relação com regras de aposentadoria especial.

    Porém, o texto enviado não altera diretamente os requisitos ou critérios dos benefícios do INSS.

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    Empresas e governos terão prazo para adequação

    Caso o projeto seja aprovado e vire lei, haverá prazo para adaptação das folhas de pagamento. Estados, municípios e Distrito Federal terão 90 dias para realizar os ajustes necessários.

    Da mesma forma, empresas privadas deverão adequar seus pagamentos dentro desse período. Portanto, a proposta estabelece um prazo para a implementação do adicional.

    Projeto ainda precisa passar por comissões

    A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Primeiramente, os colegiados deverão analisar o conteúdo do projeto. Depois, caso avance, a proposta seguirá para as próximas etapas do processo legislativo. Para virar lei, o texto deverá ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

    O que prevê a proposta

    O projeto que prevê adicional de insalubridade para coveiros e catadores estabelece três pontos principais:

    • adicional de insalubridade em grau máximo;
    • pagamento correspondente a 40% sobre o salário;
    • dispensa de laudo pericial individual.

    Além disso, a proposta considera essas atividades como exposição permanente a agentes biológicos de alto risco.

    Por enquanto, entretanto, as regras ainda dependem da aprovação do projeto pelo Congresso Nacional.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

    Foto de Mello & Furtado Advocacia

    Mello & Furtado Advocacia

    Advogados especialistas em direito previdenciário.

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