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Projeto prevê pagamento do BPC ao responsável legal por 1 ano após morte do beneficiário

Projeto prevê pagamento do BPC ao responsável legal por 1 ano após morte do beneficiário
Publicado por Mello e Furtado Advocacia

Escritório de advocacia especialista em INSS e Previdência Social

Sumário

    Projeto prevê pagamento do BPC LOAS ao responsável legal por 1 ano após morte do beneficiário. Um projeto de lei em análise na Câmara propõe nova regra para o Benefício de Prestação Continuada. A medida prevê pagamento temporário ao responsável legal após a morte do titular.

    Atualmente, o benefício é encerrado imediatamente quando ocorre o óbito do beneficiário. No entanto, o projeto cria um período de transição para quem exercia a função de cuidador.

    Assim, o responsável poderá receber o BPC por até 12 meses após a morte da pessoa assistida. A proposta altera a Lei Orgânica da Assistência Social.

    Cuidador precisará ter reconhecimento prévio

    O texto estabelece critérios para acesso ao benefício temporário. Primeiro, o responsável legal deverá ter reconhecimento administrativo como cuidador antes do falecimento.

    Além disso, o projeto proíbe exigência de novas comprovações após o óbito. Dessa forma, o cuidador não precisará iniciar um novo processo para receber o benefício.

    Portanto, a regra busca garantir continuidade financeira durante um período de adaptação.

    Recebimento do benefício terá condições

    Apesar da concessão temporária, o projeto estabelece algumas exigências. O cuidador deverá participar de programas de capacitação ou qualificação profissional.

    Além disso, poderá integrar ações de inclusão produtiva. Entretanto, o governo ainda definirá os prazos e condições desses programas.

    Assim, a proposta pretende estimular autonomia financeira após o período de transição.

    Medida busca ampliar proteção social

    O projeto argumenta que cuidadores dedicam grande parte da vida ao acompanhamento da pessoa assistida. Por isso, muitos enfrentam dificuldades financeiras após a perda do beneficiário.

    Dessa forma, a proposta tenta garantir proteção social mínima nesse momento. Além disso, a medida busca evitar situações de vulnerabilidade imediata.

    Projeto ainda passará por novas etapas

    O texto seguirá para análise em outras comissões da Câmara. Entre elas estão as áreas de Previdência, Assistência Social e Finanças.

    Depois disso, a proposta ainda passará pela Comissão de Constituição e Justiça. Por fim, o projeto precisará de aprovação da Câmara e do Senado para virar lei.

    Fonte: www.camara.leg.br

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