O TCU recomenda melhorias no sistema de concessão automática de benefícios do INSS após identificar limitações que ainda afetam a análise dos requerimentos. Além disso, a auditoria aponta que a automação avançou nos últimos anos. No entanto, os resultados ainda não foram suficientes para reduzir filas e tempo de espera dos segurados.
O Instituto Nacional do Seguro Social afirma que já implementa parte das recomendações. Enquanto isso, busca ampliar a eficiência das análises realizadas de forma automática.
Como funciona a análise automática de benefícios do INSS
A concessão automática ocorre quando um sistema realiza a análise do pedido sem a participação direta de um servidor do INSS.
Atualmente, diversos benefícios utilizam esse modelo, incluindo o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Além disso, o percentual de pedidos analisados automaticamente cresceu de forma expressiva nos últimos anos.
Em 2024, apenas 15,7% dos requerimentos passavam pela automação. Já em 2025, mais da metade dos pedidos utilizava esse modelo.
Por que o TCU recomenda melhorias no sistema de concessão automática de benefícios do INSS
Apesar do avanço da tecnologia, a auditoria concluiu que a automação ainda não conseguiu reduzir de forma relevante o estoque de processos pendentes.
Além disso, o tempo médio de análise permanece elevado em muitos casos. Por esse motivo, o TCU recomenda melhorias no sistema de concessão automática de benefícios do INSS.
Entre os fatores apontados estão:
- equipe reduzida para manutenção dos sistemas;
- limitações operacionais da Dataprev;
- dificuldades de integração entre sistemas antigos e novas tecnologias.
Segundo o relatório, grande parte da estrutura tecnológica utilizada pelo INSS foi desenvolvida ainda na década de 1990.
Principais recomendações para o INSS
Ao avaliar o cenário atual, o tribunal concluiu que a automação deve continuar como prioridade estratégica.
Contudo, o órgão recomenda:
- modernização dos sistemas;
- ampliação da integração tecnológica;
- aperfeiçoamento dos mecanismos de análise automática;
- fortalecimento das equipes responsáveis pelos projetos.
Dessa forma, o TCU recomenda melhorias no sistema de concessão automática de benefícios do INSS para aumentar a eficiência e ampliar a capacidade de processamento dos pedidos.
O que diz o INSS sobre as recomendações
Em nota, o instituto informou que já vem implementando parte das medidas sugeridas pela auditoria.
Além disso, o INSS afirmou que mantém reuniões frequentes com a Dataprev para acompanhar a evolução dos sistemas. Segundo o órgão, houve avanços importantes nos últimos meses.
Ainda assim, o relatório reforça que novos investimentos continuam necessários.
Problemas no CNIS afetam a concessão automática de benefícios
Outro ponto destacado envolve o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).
Segundo especialistas, informações incorretas no cadastro podem afetar diretamente a análise dos benefícios. Como consequência, erros no CNIS podem gerar dificuldades na concessão automática.
Por isso, especialistas defendem investimentos para melhorar a qualidade das informações e ampliar a integração entre os bancos de dados utilizados pelo governo.
TCU recomenda melhorias no sistema de concessão automática de benefícios do INSS para reduzir filas
Embora a automação tenha avançado nos últimos anos, os resultados ainda não alcançaram o impacto esperado na redução das filas.
Por esse motivo, o TCU recomenda melhorias no sistema de concessão automática de benefícios do INSS e destaca a necessidade de modernizar a infraestrutura tecnológica.
Dessa forma, o tribunal entende que será possível ampliar a eficiência dos processos e acelerar a análise dos benefícios previdenciários e assistenciais.
Fonte: g1.globo



