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Comissão aprova adicional de 5% na aposentadoria para mulheres que cuidaram dos filhos

Comissão aprova adicional de 5% na aposentadoria para mulheres que cuidaram dos filhos
Publicado por Mello e Furtado Advocacia

Escritório de advocacia especialista em INSS e Previdência Social

Sumário

    Comissão aprova adicional de 5% na aposentadoria para mulheres que cuidaram dos filhos. A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que cria um acréscimo de 5% sobre o valor da aposentadoria ou da pensão por morte para seguradas do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). No entanto, a proposta ainda não entrou em vigor e dependerá da aprovação das próximas etapas no Congresso Nacional.

    Além disso, o projeto limita o adicional ao máximo de três filhos e estabelece critérios específicos para a concessão do benefício. Portanto, nenhuma segurada recebe esse acréscimo neste momento.

    O Projeto de Lei nº 6.841/2025 prevê um adicional de 5% para cada filho biológico ou adotado.

    Entretanto, o texto limita o benefício a três filhos.

    Assim, caso o Congresso aprove a proposta sem alterações, o percentual máximo poderá chegar a 15% sobre o valor da aposentadoria ou da pensão por morte.

    Quem poderá receber o adicional previsto no projeto

    Segundo o texto aprovado, a segurada deverá cumprir alguns requisitos.

    Entre eles estão:

    • ter exercido diretamente a maternagem, por gestação ou adoção;
    • não ter perdido o poder familiar;
    • apresentar a documentação comprobatória que o regulamento definir.

    Além disso, o projeto restringe o adicional às aposentadorias concedidas pelo Regime Geral de Previdência Social.

    Comissão aprova adicional de 5% na aposentadoria para mulheres que cuidaram dos filhos e define requisitos

    A relatora da proposta afirmou que muitas mulheres enfrentam dificuldades para manter contribuições previdenciárias contínuas devido à dedicação aos cuidados dos filhos.

    Por isso, ela defendeu que o adicional representa uma forma de compensar parte das desigualdades acumuladas ao longo da vida profissional.

    Além disso, a parlamentar destacou que a medida busca reconhecer o impacto social, econômico e laboral do trabalho de cuidado exercido pelas mães.

    Por que a Comissão aprova adicional de 5% na aposentadoria para mulheres que cuidaram dos filhos

    Durante a análise do projeto, a relatora citou pesquisas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

    Segundo os estudos, as mulheres brasileiras dedicam, em média, o dobro do tempo semanal ao trabalho doméstico e às atividades de cuidado quando comparadas aos homens.

    Dessa forma, o projeto pretende reconhecer esse trabalho, que muitas vezes reduz a participação feminina no mercado de trabalho e afeta o histórico de contribuições previdenciárias.

    O que falta para o adicional entrar em vigor

    Apesar da aprovação na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, a proposta continuará sua tramitação na Câmara dos Deputados.

    Agora, as comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania analisarão o texto.

    Somente depois dessa etapa o projeto poderá seguir para votação no Senado Federal.

    Mesmo após essa aprovação, o adicional ainda não faz parte das regras da Previdência Social. Além disso, o Congresso poderá alterar o texto durante a tramitação. Posteriormente, Câmara e Senado precisarão aprovar a proposta.

    Por fim, o presidente da República deverá sancionar a futura lei para que o benefício entre em vigor.

    Portanto, embora a Comissão aprova adicional de 5% na aposentadoria para mulheres que cuidaram dos filhos, a medida ainda não produz efeitos práticos para as seguradas.

    Fonte: camara.leg

    Foto de Mello & Furtado Advocacia

    Mello & Furtado Advocacia

    Advogados especialistas em direito previdenciário.

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