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STJ vai definir se benefícios previdenciários devem retroagir para menores de 16 anos

STJ vai definir se benefícios previdenciários devem retroagir para menores de 16 anos
Publicado por Mello e Furtado Advocacia

Escritório de advocacia especialista em INSS e Previdência Social

Sumário

    O STJ vai definir se benefícios previdenciários devem retroagir para menores de 16 anos. Além disso, o caso envolve pedidos feitos após o prazo legal. Portanto, a decisão pode impactar diversos processos em todo o país.

    A Primeira Seção decidiu submeter o tema ao rito dos recursos repetitivos. Além disso, a controvérsia envolve dependentes absolutamente incapazes.

    O tribunal selecionou os Recursos Especiais 2.256.869 e 2.240.220. Assim, eles formam o Tema 1.421.

    Tema discute retroação de benefícios previdenciários

    A análise busca definir o início do pagamento dos benefícios. Portanto, o STJ avaliará se há retroação à data do fato gerador.

    O debate envolve pensão por morte e auxílio-reclusão. Além disso, considera pedidos feitos por menores de 16 anos após 180 dias.

    A controvérsia surgiu após alterações em 2019. Dessa forma, a Medida Provisória 871/2019 foi convertida na Lei 13.846/2019.

    A norma modificou o artigo 74 da Lei 8.213/1991 e passou a exigir prazos mais rígidos para garantir pagamento desde o fato gerador.

    STJ determina suspensão de processos

    O tribunal determinou a suspensão de processos sobre o tema. Além disso, a medida alcança ações com recurso especial ou agravo.

    Esses processos tramitam na segunda instância ou no próprio STJ. Portanto, a suspensão busca aplicação uniforme da futura decisão.

    Divergência envolve proteção de menores

    Antes da mudança, o entendimento permitia retroação integral. Além disso, essa posição era adotada pelo INSS e pelo STJ. No entanto, após a alteração, a administração passou a negar a retroação. Isso ocorre quando o pedido ultrapassa 180 dias.

    Por outro lado, o TRF da 3ª Região aplica entendimento diferente. Assim, utiliza o Código Civil para afastar prazos contra incapazes. Esse posicionamento considera o artigo 227 da Constituição Federal e garante prioridade aos direitos de crianças e adolescentes.

    Julgamento busca uniformizar decisões

    O tema envolve grande volume de ações sobre demora no requerimento. Por isso, o STJ adotou o rito dos recursos repetitivos.

    Assim, a decisão servirá como diretriz obrigatória. Além disso, o julgamento busca garantir segurança jurídica e celeridade processual.

    Fonte: ieprev

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